"> Júlio Pinheiro constesta MPE e nega descumprimento de decisão judicial – CanalMT
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Júlio Pinheiro constesta MPE e nega descumprimento de decisão judicial

Da Redação

O presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Júlio Pinheiro (PTB), nega, por meio de nota, o descumprimento da decisão judicial que determinou a adequação do valor da verba indenizatória dos vereadores ao teto máximo de 100% do valor do subsídio, estabelecido em R$ 15 mil. Segundo Pinheiro, a Mesa Diretora do Legislativo já encaminhou ao Ministério Público do Estado (MPE) toda a documentação referente ao pagamento da verba indenizatória.
“Diante disso, o presidente está tranquilo e aguarda o posicionamento da Justiça de forma serena”, diz trecho da nota.

De acordo com o  Ministério Público, relatório elaborado pelo Tribunal de Contas do Estado apontou despesas não autorizadas, ilegais e ilegítimas, relacionadas a verba indenizatória paga pelo presidente da Câmara a ele e demais vereadores desde abril de 2014. Conforme as investigações, os pagamentos foram fracionados, parte em ordens bancárias e outras em cheques, sendo possível a verificação desse fato pela análise dos relatórios do APLIC.

“Foi verificado que houve o pagamento de duas parcelas, no mesmo dia, separadas, a título de verba indenizatória, uma de R$ 13 mil e outra de R$ 12 mil. Tudo isso para ‘maquiar’ o descumprimento livre e consciente da ordem judicial”, traz trecho da ação do MPE.

O promotor de Justiça Célio Joubert Fúrio explica que antes de ingressar com a ação, foi expedida notificação recomendatória ao presidente da Câmara Municipal apontando a irregularidade e cobrando providências para a solução do problema. Como justificativa para o descumprimento, o chefe do Poder Legislativo limitou-se a dizer que a decisão gera diversos entendimentos.

Ainda de acordo com o promotor de Justiça, por ser ordenador de despesas e por ter poder e influência, não resta outra alternativa, senão afastar o atual presidente da Câmara de Vereadores (não do mandato), para dar-se efetivo cumprimento à decisão judicial. Além do afastamento, o Ministério Público requer o ressarcimento aos cofres públicos dos valores pagos indevidamente.

Conforme relatório elaborado pelo Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça, responsável pelas perícias do Ministério Público, o montante recebido acima do teto de R$ 15.031,00 no período de 19/06/2015 ao mês de outubro/2015, período em que a decisão foi descumprida, foi de R$ 1.155.364,13 milhão.


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